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SUS destaca-se no uso de tecnologia da informação para atendimento à distância

A experiência do Sistema Único de Saúde em atendimento por meio de tecnologias de comunicação à distância, com o programa Telessaúde, foi destaque no lançamento do Programa Global de Embaixadores da e-Saúde (na tradução livre em inglês da sigla GeHAP - Global eHealth Ambassadors Programme). O evento, que ocorreu no Rio de Janeiro na semana passada, contou com a presença do Diretor Executivo da Sociedade Internacional para Telemedicina e e-Saúde (International Society for Telemedicine and eHealth - ISfTeH), Yunkap Kwankan.
 
A iniciativa integra um conjunto de medidas que atendem às diretrizes da resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Panamericana da Saúde (OPAS) para o desenvolvimento da e-Saúde e o uso das tecnologias de informação e comunicação aplicadas à saúde, com o objetivo de promover maior equidade, com foco nos países menos favorecidos, no acesso aos serviços e ações de saúde.
 
 

Governança e empoderamento na política social de saúde: análise da relação entre leigos e peritos em conselhos de saúde

Analisa a política social entendida como a ação dos governos que e-xerça um impacto direto sobre o bem-estar dos cidadãos, pela prestação de ser-viços. Pretendemos discutir as relações entre sociedade civil e política social, com o foco na ação dos conselhos de saúde. Para isso analisaremos o problema da governança e do empoderamento, a fim de captar dois movimentos simultâ-neos: o primeiro diz respeito à tomada de decisões, no contexto da relação entre conhecimento leigo e perito em conselhos de saúde, e o segundo trata da parti-cipação dos leigos no processo decisório em conselhos gestores de saúde.

SUS - Nem caos, nem perfeição

Na viva atmosfera de redemocratização do Brasil, o nascimento do Sistema Único de Saúde foi uma das importantes conquistas proporcionadas pela Constituição Federal de 1988. Consolidado pela Lei Orgânica da Saúde n° 8080, de 1990, o SUS significou uma importante mudança de paradigma: superava-se um aparato estatal centralizado, excludente, para iniciar a construção de um sistema de saúde pública universal, com cobertura integral, gestão descentralizada – compartilhada entre os três níveis de governo – e participação comunitária. De lá para cá, o que se viu foram grandes avanços e a permanência de significativos gargalos. 

O Programa Saúde da Família, a redução da mortalidade infantil, o programa de combate à AIDS – o mais estruturado e com melhores resultados em nível internacional –, a distribuição gratuita de medicamentos em várias regiões, o Programa Nacional de Transplantes – o maior do mundo em um sistema público –, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) são alguns dos principais avanços. Por outro lado, entre os gargalos experimentados ao longo dos anos estão a falta de reconhecimento e valorização da atenção básica, a superlotação do sistema, o acesso precário, com longas filas, a falta de leitos hospitalares, a carência e a má distribuição dos profissionais de saúde, a péssima remuneração, a falta de gerenciamento e, principalmente, o baixo financiamento.